Por que eu comecei isto

A versão curta: eu não quero ficar refém de ninguém — nem do meu melhor amigo.

Meu representante de consórcio é amigo de infância. A gente estudou junto pra concurso. Ele largou o cargo público e hoje vive — muito bem — de contemplar e vender cartas. Eu admiro o cara. Mas admirar não é depender.

A real: eu ainda não dei nenhum lance, e nem sei se ele vai me dizer quais lances deu na minha carta. Não é mágoa. É só aquele desconforto certo, o que tira a gente da cadeira. Eu quero entender o jogo por mim mesmo — saber que lance dar, quando e por quê — pra ter mais chance de ser contemplado todo mês sem depender da boa vontade de ninguém.

As minhas três verdades

Escrevo isto sem maquiar, porque é justamente a verdade que me serve de bússola:

  • Meu nome ainda está sujo. Não é vergonha, é ponto de partida — e o motivo de eu ir pelos caminhos de menor exposição primeiro.
  • Não sou um bom negociador (ainda). Então meu trunfo não é a lábia. É o dado e a verdade da jornada. Disso eu tenho de sobra.
  • Eu já tentei ser representante e fui reprovado uma vez. Tudo bem. Vou voltar mais preparado.

O que este diário é (e o que não é)

É o registro datado do que eu aprendo, decido, erro e descubro sobre consórcio — em tempo real. Não é curso, não é promessa de contemplação rápida, não é "fique rico". Se você está na mesma situação que eu — cliente que não quer mais ficar na mão do representante —, este diário é pra você. A ideia é simples: a gente aprende junto, e ninguém aqui vende ilusão.

Transparência, porque confiança se constrói assim: se em algum momento você quiser uma carta de consórcio, eu posso te apresentar ao representante oficial com quem trabalho (Marcelo Fiori, da Madri Consórcios) — e sim, eu ganho uma comissão de indicação por isso. Está escrito aqui de propósito, pra você saber. O que eu conto sobre estratégia não muda por causa disso.

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